terça-feira, maio 30, 2006

Procura-se um amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Vinicius de Moraes

sábado, maio 27, 2006

Pais vão avaliar professores

O Ministério da Educação (ME) quer que os pais passem a participar na avaliação do desempenho dos professores dos filhos, necessária para a progressão na carreira dos docentes, revelou à agência Lusa fonte da tutela.
Segundo a proposta de alteração do Estatuto da Carreira Docente (ECD) que o Ministério apresenta hoje à comunicação social e aos sindicatos, cada encarregado de educação individualmente vai fazer uma avaliação do trabalho dos professores que dão aulas aos seus filhos, uma apreciação que será depois tida em conta, juntamente com outros factores, para a subida de escalão por parte dos docentes.
A proposta da tutela prevê ainda que os professores tenham de prestar provas para subir na carreira, que passará a dividir-se em dois graus ou categorias, independentemente dos dez escalões em que está actualmente organizada. «Um professor poderá candidatar-se a passar para o grau mais elevado depois de um certo número de anos de serviço, tendo para isso de prestar provas», disse à Lusa a mesma fonte do ME, escusando-se a adiantar pormenores sobre o tipo de provas a realizar. A intenção do ME é fazer depender a progressão na carreira docente do mérito dos professores, aferido através de vários mecanismos de avaliação do desempenho. Actualmente, o ECD faz depender a subida de escalão do tempo de serviço, da frequência de acções de formação contínua e de um processo de avaliação do trabalho do professor efectuado pelos órgãos de gestão da escola em que lecciona.
A legislação em vigor, que será agora revista no âmbito de uma negociação entre a tutela e os sindicatos do sector, determina que os professores têm de apresentar um relatório crítico da actividade por si desenvolvida no período de tempo de serviço a que se reporta, um documento que é depois avaliado qualitativamente pelo conselho pedagógico da escola, com as menções de Não Satisfaz, Satisfaz, Bom ou Muito Bom.
P.S. Roubei este texto do murcon e nem comento, mas há quem comente lá!... A proposta completa do ME para o novo ECD pode ser consultada na página do sindicato http://www.spn.pt

sexta-feira, maio 26, 2006

Máximas de Pitágoras

Todas as coisas são números.

O que fala, semeia – o que escuta, recolhe.

Com ordem e com tempo encontra-se o segredo de fazer tudo e tudo fazer bem.

Eduquem os meninos… e não será preciso castigar os homens.

quinta-feira, maio 25, 2006

A escola há poucos anos atrás...















«Para isto existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas» , Rubem Alves

quarta-feira, maio 24, 2006

Citando...

Louise Hart:
«As nossas crianças dão-nos a oportunidade de nos transformarmos nos pais e professores que sempre desejámos ter.»

terça-feira, maio 23, 2006

O professor está sempre errado!

Se é jovem, não tem experiência
Se é velho, está superado
Se não tem carro, é um coitado
Se tem carro, chora de "barriga cheia"
Se fala em voz alta, grita
Se fala em tom normal, ninguém o ouve
Se não falta às aulas, é um tontinho
Se falta, é um "turista"
Se conversa com outros professores, está a falar mal dos alunos
Se não conversa, é um desligado
Se dá a matéria toda, não tem dó dos alunos
Se não dá a matéria, não prepara os alunos
Se brinca com a turma, arma-se em engraçado
Se não brinca, é um chato
Se chama à atenção é um autoritário
Se não chama, não sabe se impor
Se o teste de avaliação é longo, não dá tempo
Se o teste de avaliação é curto, tira as chances dos alunos
Se escreve muito, não explica
Se explica muito, o caderno não tem nada
Se fala correctamente, ninguém entende
Se fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário
Se o aluno é reprovado, foi perseguição
Se o aluno é aprovado, o professor facilitou.
É verdade, o professor está sempre errado!
Mas se você conseguiu ler até aqui, agradeça-lhe.

Não sei quem é o autor deste texto. Recebi-o de um ex-aluno - o Rui Carvalho - há uns meses atrás, e lembrei-me de o postar. E já está!

segunda-feira, maio 22, 2006

Outras escolas

Já saiu há uns dias, mas ainda se mantém actual...
Com um clique na imagem, o texto fica legível.

domingo, maio 21, 2006

Passeio a Montalegre


Para arranjar energia para este fim de ano lectivo, fomos dar um passeio até Montalegre e Pitões das Júnias e viemos de lá revigorados.
A chuva ameaçou de manhã, mas, depois, pôs-se um belo dia. Ficam aí alguns bocados do que vimos...

Bucólica

A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caiadas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

De poeira;
De sombra duma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma Mãe que faz a trança à filha.

Miguel Torga

Belo passeio que nós demos ontem!...

sábado, maio 20, 2006

Já chegámos do passeio

Gerês - 2005


Nada como um passeio em contacto com a natureza no seu estado mais puro! O ano passado fomos até ao Gerês; logo, às 8 da manhã, vamos até Montalegre. Depois mostro como foi!...

Olha quem eles são!...

Era assim o conselho executivo, em 2000...
As fotos estão a sair fracas, mas eu prometo corrigi-las, quando estiver de férias e tiver mais tempo. Agora, as aulas apertam e os testes já se amontoam...

quinta-feira, maio 18, 2006

Outros Tempos - Ano 2000

Sem obrigação de marcar no horário, que bem que se trabalhava e com que gosto!...
Agora, com hora marcada, a inspiração falta!...

quarta-feira, maio 17, 2006

Cada um que passa em nossa vida

Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho ...
Porque cada pessoa é única pra nós,
e nenhuma substitui a outra...
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho,
Mas não vai só...
Cada um que passa em nossa vida,
leva um pouco de nós mesmos,
E nos deixa um pouco de si mesmo...
Há os que levam muito,
mas não há os que não levam nada...
Há os que deixam muito,
mas não há os que não deixam nada...
Esta é a mais bela realidade da vida.
A prova tremenda da importância de cada um,
é que ninguém se aproxima do outro por acaso...
Antoine de Saint-Exupéry

Hoje a Amélia faz anos e, apesar de já não estar nesta escola, continua connosco. Daí que o post de hoje lhe seja dedicado.
Parabéns, Amélia (a dos olhos doces)!

segunda-feira, maio 15, 2006

Sala de Alunos

Os amigos

"Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham;
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria -
por mais amarga."

Eugénio de Andrade

sábado, maio 13, 2006

Se

Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.

Sophia de Mello Breyner

quinta-feira, maio 11, 2006

Acto de Contrição

Pelo que não fiz, vida, perdão!
Pelo tempo que vi, parado,
Correr chamando por mim,
Pelos enganos que talvez
Poupando me empobreceram,
Pelas esperanças que não tive
E os sonhos que somente
Sonhando julguei viver,
Pelos olhares amortalhados
Na cinza de sóis que apaguei
Com risos de quem já sabe,
Por todos os desvarios
Que nem cheguei a conceber
Pelos risos, pelas lágrimas,
Pelos beijos e mais coisas,
Que sem dó de mim malogrei
Por tudo, vida, perdão!
Adolfo Casais Monteiro

terça-feira, maio 09, 2006

segunda-feira, maio 08, 2006

Visita à ARCO

Os nossos artistas contemplam a arte dos seus antepassados:



Na ARCO, em Madrid, repare-se na atenção com que a arte é apreciada! É que eles querem fazer melhor!...

Sarau da Páscoa

Uma pequena amostra do Sarau da Páscoa:

Dos espectadores...
... e dos artistas!
Auto da Barca do Inferno

domingo, maio 07, 2006

Dia da mãe II

Ainda a propósito do dia da mãe, de Eugénio de Andrade:

Poema à mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Dia da mãe I

E porque hoje é o dia da mãe, de Sebastião da Gama:

Pequeno poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

Lisboa revisitada - 2006


Das vistas do peddy-paper...

sábado, maio 06, 2006

Lisbon Revisited - 1926

Nada me prende a nada.
Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo.
Anseio com uma angústia de fome de carne
O que não sei que seja -
Definidamente pelo indefinido...
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar.

Fecharam-me todas as portas abstractas e necessárias.
Correram cortinas de todas as hipóteses que eu poderia ver da rua.
Não há na travessa achada o número da porta que me deram.

Acordei para a mesma vida para que tinha adormecido.
Até os meus exércitos sonhados sofreram derrota.
Até os meus sonhos se sentiram falsos ao serem sonhados.
Até a vida só desejada me farta - até essa vida...

Compreendo a intervalos desconexos;
Escrevo por lapsos de cansaço;
E um tédio que é até do tédio arroja-me à praia.
Não sei que destino ou futuro compete à minha angústia sem leme;
Não sei que ilhas do sul impossível aguardam-me naufrago;
ou que palmares de literatura me darão ao menos um verso.

Não, não sei isto, nem outra coisa, nem coisa nenhuma...
E, no fundo do meu espírito, onde sonho o que sonhei,
Nos campos últimos da alma, onde memoro sem causa
(E o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas),
Nas estradas e atalhos das florestas longínquas
Onde supus o meu ser,
Fogem desmantelados, últimos restos
Da ilusão final,
Os meus exércitos sonhados, derrotados sem ter sido,
As minhas cortes por existir, esfaceladas em Deus.

Outra vez te revejo,
Cidade da minha infância pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui...

Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei,
E aqui tornei a voltar, e a voltar.
E aqui de novo tornei a voltar?
Ou somos todos os Eu que estive aqui ou estiveram,
Uma série de contas-entes ligados por um fio-memória,
Uma série de sonhos de mim de alguém de fora de mim?

Outra vez te revejo,
Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.

Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver...

Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir...

Outra vez te revejo,
Mas, ai, a mim não me revejo!
Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,
E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim -
Um bocado de ti e de mim!...

Álvaro de Campos

O 11º também em Lisboa

Alguns meninos do 11º J em Lisboa.


E alguns do 11º H

Visita de estudo a Lisboa

Tanto que nós caminhámos, por becos e mais becos que, no regresso, houve quem não aguentasse...
(O descanso dos guerreiros)

Lisbon Revisited - 1923

Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!)
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço.
Quero ir sozinho,
Já disse que sou só sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!

Ó céu azul - o mesmo da minha infância -,
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem em paz!
Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Álvaro de Campos


Foi o título deste poema de Ávaro de Campos que motivou a escolha do endereço deste blog. Por isso, aqui fica..

Do 12º ano de Artes...


Dia Aberto - Artes




Uma muito ligeira amostra da arte da turma H, 11º ano...

Dia Aberto

A 5 de Maio, a tarde serviu para a divulgação dos cursos e sessões de esclarecimento.

Aqui, o curso tecnológico de Desporto, apresentou um número de aeróbica.

A deixar para trás a escola, no seu dia aberto...

Apresentação

Neste espaço, agora inaugurado, vou tentar guardar algumas boas memórias da escola.
Talvez apareçam um pouco desorganizadas, mas não interessa...
Aqui vou guardar alguns textos que me agradam, algumas memórias que me marcaram e o registo de alguns bons episódios vividos como professora da minha escola: com alunos, com muitos amigos, com tanta gente que me ajudou e ajuda a ser feliz...
E, para começar, um texto do Diário, de Sebastião da Gama, que me serviu de pretexto para algumas apresentações minhas:

"O que eu quero principalmente é que vivam felizes".
Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que quis dizer. No sumário, pus assim: "Conversa amena com os rapazes". E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo, e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.
"Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos."
Não acabei sem lhes fazer notar que "a aula é nossa". Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela.

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