segunda-feira, outubro 30, 2006

1 livro acontece...

Um livro acontece...

A Biblioteca da Escola está em movimento!
Hoje, a Equipa da nossa Biblioteca, com a colaboração do Núcleo de Estágio de Português, apresenta a actividade "Um Livro Acontece..." , que deverá decorrer ao longo do ano, uma vez por mês
Além disso, será também inaugurada uma exposição dedicada a Fernando Pessoa, poeta que inspirou o "Livro" deste mês.

Fernando Pessoa

Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E eu sou um mar de sargaço.

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além…
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.

domingo, outubro 29, 2006

Sugestão de domingo

A Ajuda de Berço acolhe crianças dos 0 aos 3 anos e necessita da nossa ajuda.
Para isso, foi criado um site que vive exclusivamente da publicidade e são as empresas que o patrocinam que ajudam esta associação.
Para ajudarmos só temos que visitar o site em questão e clicar no botão:
Um colo para cada criança.

sábado, outubro 28, 2006

A actualidade de Eça de Queirós

O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Todo o viver espiritual, intelectual, parado. O tédio invadiu as almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce… O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui. A renda diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um inimigo.
De resto a ignorância pesa sobre o povo como um nevoeiro. A intriga política alastra-se por sobre a sonolência enfastiada do País.
Não é uma existência, é uma expiação.
E a certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: «O País está perdido!» Ninguém se ilude. Todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão.
Eça de Queirós, Uma Campanha Alegre, 1871

Português, cidadão do mundo

Não há a menor dúvida que somos cidadãos do MUNDO! Então não somos?!?
O cariz internacionalista do povo português é inegável. Se não vejamos:
- Quando um português tem um grande problema pela frente costuma dizer que... se vê grego;
- Se uma coisa é extremamente difícil de compreender, ele afirma que... isso é chinês;
- Quem trabalha de manhã à noite... é um mouro de trabalho;
- Uma invenção moderna e mais ou menos inútil... é uma americanice;
- Quem mexe em alguma coisa que não queira que mexa... é como o espanhol;
- Quem vive com luxo e ostentação... vive à grande e à francesa;
- Se faz algo para causar boa impressão aos outros... é só para inglês ver;
- Se tentas "regatear" o preço de alguma coisa... és pior que os marroquinos;
- Mas quando alguém faz merda ou alguma coisa corre mal... é à PORTUGUESA!!!!
(recebi por e-mail)

sexta-feira, outubro 27, 2006

Confraria do Doce


QUENTE E FRIO DE PÊSSEGO E CHOCOLATE
(Receita da Amélia, foto nº 5)


INGREDIENTES
2 pacotes de gelatina neutra
350g de pêssego em calda
3 gemas
1 colher de sopa de açucar amarelo
2 pacotes de natas
1,5 dl de leite
2 colheres de sopa de mel
1 lata de leite condensado
100g de chocolate

PREPARAÇÃO
Desfaça 1 pacote de gelatina em 6 colheres de água quente.Escorra o pêssego, reduza a puré e reserve. Bata as gemas com o açucar, até ficar cremoso. À parte, misture 1 pacote de natas, o leite e o mel e leve ao lume até levantar fervura. Adicione este preparado ao creme das gemas, sem parar de mexer. Leve ao lume para engrossar ligeiramente, mexendo sempre. Junte a gelatina e deixe arrefecer.Depois bata o outro pacote de natas e o leite condensado.Desfaça a gelatina e envolva na mistura anterior. Finalmente envolva os dois cremes e o pêssego triturado.
Forre uma forma com película aderente e preencha-a com a mistura anterior e leve ao frigorífico até solidificar. Antes de servir, desenforme a sobremesa e regue com chocolate derretido.

Hoje, mais uma vez, se reuniu, à mesa da cantina, a Confraria do Doce. Mas, hoje, coube-me a mim tratar da sobremesa - e eu esmerei-me, como, aliás, se pode comprovar pelas fotografias.

Pronto, está bem, não fui eu que fiz os doces, mas isso é o que menos importa: convidei os amigos e eles trouxeram-nos! E estavam mesmo bons! (As receitas serão disponibilizadas brevemente.)

E o S. Pedro colaborou connosco: deu-nos um dia lindo! A Beatriz vinha à escola pela primeira vez, convinha que fosse embora bem impressionada...

terça-feira, outubro 24, 2006

O caminho a seguir

- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir, respondeu o gato.
- Preocupa-me pouco aonde ir, disse Alice.
- Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas, replicou o gato.

Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas

segunda-feira, outubro 23, 2006

Frase do dia

"SENHOR, dai-me sabedoria para entender alguns colegas de trabalho porque se me dais força parto-lhes a cara!!!"
(desconheço o autor)

domingo, outubro 22, 2006

Rankings das escolas

Este fim-de-semana, falou-se de novo em rankings e mais rankings, (e ainda mais) das escolas.
Eu considero que todas as escolas devem reflectir sobre os resultados da avaliação e, naturalmente, sobre todo o processo educativo, mas, não discordando que os resultados sejam públicos, discordo que a partir exclusivamente destes se façam rankings, até pelo logro em que tantas vezes fazem cair as pessoas que estão por fora de todo o sistema.
Vale a pena ler a justificação que o presidente da melhor escola pública dá, ao Expresso, para ter subido tanto no ranking. E este é só um exemplo dos muitos factores que condicionam estes resultados.

Sugestão de domingo

Que tal saber as estatísticas mundiais em tempo real? É só clicar no worldometers e ficamos logo a saber as contas do mundo...

sábado, outubro 21, 2006

Trabalho para o fim-de-semana

Uma vez que já dei teste às turmas de 12º ano e o tempo, previsivelmente, estará mau, vou ver se adianto o serviço e corrijo alguns, durante o fim de semana.
Além disso, quero ver se leio com mais atenção as propostas de alteração ao estatuto: quero tentar perceber a posição de alguns colegas. Será possível que concordem com o que ali está e eu estou a ler mal e também devia concordar? Ou será que não leram mesmo a proposta, como a ministra diz, e ficam à espera que outros o façam por eles (e, de preferência, que sejam os outros a descontar!)

sexta-feira, outubro 20, 2006

Queques chaud-froid

Ingredientes

250 gr de chocolate em barra para derreter
200 gr de manteiga para derreter
200 gr de açúcar
5 ovos inteiros
5 gemas
150 gr de farinha sem fermento

Preparação

Derrete-se o chocolate e a manteiga em lume brando e reserva-se. Na batedeira, misturam-se-se os ovos e as gemas com o açúcar e a farinha. Depois adiciona-se o chocolate derretido.
Leva-se este preparado ao forno cerca de 5 minutos a 200º, em formas pequenas de queque, para que fiquem cozidos por fora, mas líquidos por dentro. Estes queques “chaud” de chocolate devem servir-se acompanhados de um gelado bem “froid” (Ah!Ah!).
Enfeitar a gosto (por exemplo, com chantilly).

Sobremesa IV

Mais uma vez se cumpriu a tradição e, no final do almoço, saboreámos uma bela sobremesa!
Mas desta vez foi especial: o doceiro de serviço foi o nosso presidente, rapaz talentoso, eleito por larga maioria, mas, como é muito jovem, não poderá vir a ser titular tão cedo - ou já se pode? (Com estas alterações todas já nem sei bem o que é válido!)
Esta Confraria da Sexta, mais conhecida por Confraria do Doce, está muito à frente! Conseguiu reunir à mesa, em perfeita harmonia, todas as partes: entidade patronal (o presidente do Conselho Executivo); sindicatos, muito bem representados pela nossa Rosinha, e os trabalhadores (nós, os outros!...)
Como suponho que o privilégio que eu tive poderá deixar muita gente incrédula, fiz questão de fotografar momentos diferentes da elaboração da sobremesa para que não restem dúvidas.
Para quem não conhece, esse rapaz loiro e giro que aparece a preparar os queques é o presidente da minha escola e um grande doceiro (temos que ir sendo simpáticos com os chefes; nunca se sabe o dia de amanhã!)
Só é pena é que as fotografias ainda não mostrem o cheiro nem o sabor...

Reflexão sobre o ensino

A ler este texto com mais atenção, no fim-de-semana.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Assuntos do dia

Para além de uma quarta versão da proposta do ECD, hoje discutiu-se o referendo para a despenalização do aborto. Dois assuntos que me interessam muito e em relação aos quais tenho uma posição bem definida.
Relativamente à proposta do Ministério, embore se note que recuaram, considero insuficiente este retrocesso. Mas tenho que ler com mais atenção! De qualquer das formas parece-me que só recuaram no que não exige gastos. Entretanto, vão lucrando à nossa custa, que continuamos congelados.
Quanto ao referendo, estou com o movimento pela despenalização - A Mulher Decide.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Posicione-se!

"Tome partido. Neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. Silêncio encoraja o torturador, nunca o torturado"- Elie Wiesel

Um texto de Eduardo Prado Coelho

"O umbigo da Ministra da Educação deve ser tão GRANDE que não a deixa ver/ ouvir opiniões diferentes da sua. Há qualquer coisa que não está a funcionar bem no Ministério da Educação. Existe uma determinação em abstracto do que se deve fazer, mas compreensão muito escassa da realidade concreta. (...)
O problema reside em considerar os professores como meros funcionários públicos e colocá-los na escola em sumária situação de bombeiros prontos para ocorrer à sineta de alarme. Mas a multiplicação de reuniões sobre tudo e mais alguma coisa não permite que o professor prossiga na sua formação científica. Quando poderá ler, quando poderá trabalhar, quando poderá actualizar-se? Não é certamente nas escolas que existem condições para isso. Embora na faculdade eu tivesse um gabinete, sempre partilhado com mais quatro ou cinco pessoas, nunca consegui ler mais do que uma página seguida. Não existem condições de concentração. Pelo caminho que as coisas estão a tomar, assistiremos a uma barbarização dos professores cada vez mais desmotivados, cuja única obssessão passa a ser defenderem-se dos insultos e dos inqualificáveis palavrões que ouvem à sua volta. A escola transforma-se num espaço de batalha campal, com o apoio da demagogia dos paizinhos, que acham sempre que os seus filhos são angelicais cabeças louras. E com a cumplicidade dos pedagogos do ministério.
Quando precisaríamos como de pão para a boca de um ensino sólido, estamos a criar uma escola tonta e insensata. Neste benemérita tarefa tem-se destacado o secretário de Estado Valter Lemos. É certo que a personagem se diz e desdiz, avança e volta atrás, a maior das facilidades. Mas o caminho para onde parece querer avançar é o de uma hostilização e incompreensão sistemática da classe dos professores. (...) Vem agora dizer que o professor deve avisar previamente que vai faltar, o que no limite significa que eu prevejo com alguns dias antecedência a dor de dentes ou a crise de fígado que vou ter. E que deve dar o plano da aula que poria em prática caso estivesse em condições. Donde, as matérias são totalmente independentes de quem as ensina, basta pegar no manual, e ala que se faz tarde. Começa a tornar-se urgente uma remodelação do Governo, mas isso é tema delicado a que voltarei mais tarde."
Professor universitário, Eduardo Prado Coelho
Podem ler o texto,na íntegra, por exemplo, na Gotinha, donde eu o retirei.

terça-feira, outubro 17, 2006

Não é nada comigo

Aqui, há uns meses atrás, lembrei um poema de Bertolt Brecht.
Hoje, baseado nesse, publico outro que tenho visto com alguma frequência, por diversos blogs, e que me parece apropriado para o momento e que lembra um episódio lamentável que, segundo a Senhora Ministra (tadinha!), correspondeu à decisão mais difícil que tomou:

Primeiro despediram os funcionários públicos,
mas eu não me importei,
não sou funcionário público.
Depois proibiram a greve dos professores,
mas eu não sou professor.
Depois proibiram a manifestação dos militares,
mas eu não sou militar.
Depois foram os juízes, os polícias, os enfermeiros,
mas eu não sou juiz, nem polícia, nem enfermeiro.
Agora estão a bater-me à porta,
mas já é tarde.
António Cebola

Greve Nacional de Professores


Eu faço greve!
Gosto muito da minha profissão e não me resigno a ser tão maltratada como tenho sido nos últimos tempos.
Sei que mereço melhor! Tenho feito o que posso para o conseguir. Neste momento, a forma mais visível que tenho para demonstrar o meu descontentamento é a greve. Espero que, também, os meus colegas de profissão respondam claramente a esta convocatória.
Afinal, o que são dois dias de desconto no ordenado comparados com tudo o que nos têm retirado e pretendem ainda retirar?
A mim já me congelaram há um ano e não há forma de vir o degelo, pelo contrário...

Sugestão

Achei bem interessante um texto - Não façam só alguma coisa, fiquem parados - que li, publicado no blog de Rui Tavares, no dia 9 de Outubro, e que tinha saído, antes, no Público.
Vale a pena a leitura!

segunda-feira, outubro 16, 2006

Alimentação saudável

Dia agitado


A nossa escola está sobrelotada.
Foi projectada para ter mil alunos e, este ano, parece que foi além dos dois mil. É uma confusão monumental! Em dias de chuva nem se fala...
Hoje, então foi demais!
O Clube da Saúde comemorou o Dia Mundial da Alimentação com um peddy-paper e outras actividades bem interessantes (a minha preferida foi a da oferta da fruta, preparada pelos alunos do CEF de Hotelaria).
Começou a campanha para a eleição da Associação de Estudantes - uma animação espectacular!
Para animar a festa - chuva!
Muitos dias como este, e enlouquecemos todos!

Dia Mundial da Alimentação



Morrem por dia cerca de 25 mil pessoas por causa da fome, segundo a FAO, a agência da ONU para a alimentação, que no seu último relatório calcula que há no mundo 852 milhões a passar fome!!!!

Por cá abrimos os telejornais com notícias de futebol, ouvimos falar do aumento da obesidade, discutimos a ileteracia do povo luso e continuamos a alimentar a hipocrisia dos políticos...

domingo, outubro 15, 2006

Light a Million Candles

Depois de ter lido o post da Gotinha, decidi, também eu, acender uma vela e, coincidência, acendi a vela número 666,666.
A intenção dos organizadores é que, até ao fim deste ano, se acenda um milhão de velas e isto funcione como uma petição contra o abuso de crianças através da internet.
Vai acender uma vela, tu, também!

Sugestão de domingo

Uma vez que ao domingo temos mais tempo para ler o jornal, sugerimos uma visita às primeiras páginas dos jornais de hoje, em todo mundo.
Cada bolinha laranja, nos mapas dos continentes, representa jornais de cidades daquele estado ou País.Clicando, cada dia tem a 1ª página do jornal, actualizada.
Ao posicionar sobre a bolinha desejada, ao lado, aparece a 1ª página dos jornais, e clicando sobre a bolinha, surge a página em tamanho maior, para facilitar a sua visualização.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Sobremesa III



Hoje, coube ao António Augusto trazer a sobremesa. O bolo estava muito bom e veio acompanhado da receita. Fica já aqui, tal qual ele a apresentou. Dá para acreditar que o homem não saiba sequer o que é uma receita de culinária?!? Ai estes homens!... Mas, também, a culpa é do pasteleiro: vende-lhe o bolo e não é capaz de lhe dar a receita certa! Deve estar com medo da concorrência!
Para a semana a responsabilidade da sobremesa pertence a outro homem - o sr. presidente da nossa escola. Vamos lá a ver como é que ele se desenrasca! As expectativas são elevadas!...

Sexta-feira, 13

Há várias explicações, para as superstições relacionadas com a sexta-feira, 13, como dia que atrai o azar.
A história que conhecemos melhor diz que, na Última Ceia, os doze apóstolos jantaram com Jesus à mesa. Judas - o traidor - estava entre eles, sendo, então, o total de 13 pessoas e o final infeliz: Jesus foi crucificado na sexta-feira seguinte. É daqui que vem a superstição de que 13 pessoas reunidas para um jantar é desgraça certa, e que a sexta-feira 13 era um dia de azar.
Mas há outras explicações, para as superstições relacionadas com a sexta-feira, 13, como dia que atrai o azar. Para os nórdicos, sexta-feira era o dia de Friga, a deusa do amor.Diz a lenda que, um dia, ela resolveu vingar-se dos cristãos que tentaram acabar com a religião antiga dos países nórdicos. Reuniu 11 bruxas e o demónio para amaldiçoar todos os católicos que viam pela frente. O grupo, formado por 13 pessoas, dizem, aterroriza os cristãos da Europa do norte desde o século VIII (principalmente à sexta-feira, 13).
Diz-se também que Odin, o chefe dos deuses, estabeleceu o seu reino no norte da Europa. Para o administrar, fazer rituais religiosos e adivinhar o futuro, Odin escolheu 12 sábios e reuniu-os num banquete em Valhalla, a morada dos deuses nórdicos. Loki, o deus do fogo, apareceu sem ser convidado e armou uma grande confusão. Como invejava a beleza radiante de Balder, deus do Sol e filho de Odin, fez com que Hodur, o deus cego, o assassinasse por engano.
Além disso, na antiga numeração hebraica, os números eram representados por letras. A letra que indicava o número 13 era a mesma usada para a palavra morte. O mesmo acontece nas cartas do tarot.
O medo das sextas-feiras, 13 designa-se por "triscaidecafobia" e, hoje em dia, esta superstição é universal, está em quase todas as culturas e nela acredita muita gente.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Prémio Nobel da Literatura

Como não fiz o trabalho de casa, mas houve quem o fizesse, recomenda-se a leitura do Tempo de Teia, da Teresa, que eu não conheço, mas que é colega de ofício e bem aplicada, segundo me parece!

Poema dum Funcionário Cansado

A noite trocou-me os sonhos e as mãos
dispersou-me os amigos
tenho o coração confundido e a rua é estreita
estreita em cada passo
as casas engolem-nos
sumimo-nos
estou num quarto só num quarto só
com os sonhos trocados
com toda a vida às avessas a arder num quarto só
Sou um funcionário apagado
um funcionário triste
a minha alma não acompanha a minha mão
Débito e Crédito Débito e Crédito
a minha alma não dança com os números
tento escondê-la envergonhado
o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente
e debitou-me na minha conta de empregado
Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?
Por que me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço
Soletro velhas palavras generosas
Flor rapariga amigo menino
irmão beijo namorada mãe estrela música
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida
isto todas as noites do mundo numa só noite comprida
num quarto só
António Ramos Rosa

P.S. E, a propósito de funcionários, recomenda-se a leitura deste post.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Bolo de Limão e Amêndoa

Aqui fica a receita do bolo que comemos na sexta-feira (a culpa de só hoje a publicarmos é da Anabela que só hoje a trouxe. Espero que, na próxima sexta-feira, o António Augusto traga sobremesa e receita juntas! Assim aproveitamos e experimentamos logo no fim-de-semana):

Ingredientes

- 160 gr de farinha de trigo
-1c. (dc) de fermento em pó
-2 c. (dp) de maisena
-uma pitada de sal fino
-4 ovos separados
-160 gr de açucar
-5 c. (sp) de óleo
- 1 limão
-2 chávenas de doce de ovos ou de chantilly
- 80 gr de amêndoas laminadas

Preparação

Misture e peneire a farinha com o fermento, a maisena e o sal. Reserve. Bata bem as gemas com o açucar peneirado. Adicione o óleo, o sumo e a raspa do limão. Bata de novo. Aos poucos junte, sem bater, a mistura de farinha que reservou, alternando com as claras em castelo. Deite a massa numa forma untada e leve ao forno pré-aqecido a 180ºC. Passados 35 minutos, verifique se o bolo está cozido. Desenforme e deixe arrefecer. Corte em duas ou três fatias. Barre as fatias do bolo com o doce de ovos ou com o chantilly e recomponha-o pressionando um pouco. Barre por cima com o doce de ovos ou o chantilly e decore com as amêndoas.

terça-feira, outubro 10, 2006

Mais um a fazer 20...

O grito...

Prometo ser desobediente
E contestar todas as regras
Que não entenda, que não apreenda
Que não me expliquem
E que interfiram com a minha liberdade.
Prometo ser inconformado
Se ser conforme for assumir formas
Que não a minha
E ser conformado for aceitar
A imposição e aborrecimento duma rotina.
Prometo ser mal-educado
E mandar à merda quem me disser:
Sê conformado, tem paciência
A vida é isto, a vida é assim.
Prometo ser inconveniente
Se a conveniência não me servir
E conveniência for conivência
Aceitação, anulação e conformismo.
Ninguém nasce de trela e mordaça
Portanto, eu
Prometo ser eu!
Desobediente, inconveniente
Inconformado, mal-educado
E mandar à merda vida e regras
Quando e se me apetecer.

Encontrei este "grito", quando, há tempos atrás, navegando um pouco à deriva pela net, fui parar a um blog curto, mas interessante. Como o dono desse sítio é um jovem que eu vi crescer e vejo transformar-se numa excelente pessoa e, além disso, foi aluno da minha escola e faz hoje 20 anos, deixo aqui este poema que lá roubei em jeito de homenagem. E sê sempre fiel a ti, sendo feliz!

segunda-feira, outubro 09, 2006

Os portugueses

«Creio-me, como português, com o direito de exigir uma pátria que me mereça. Sou português e quero que Portugal seja a minha pátria.
Eu não tenho culpa nenhuma de ser português, mas sinto a força para não ter a cobardia de deixar apodrecer a pátria.
Nós vivemos numa pátria onde a tentativa democrática se compromete quotidianamente.
Portugal é um país de fracos. Portugal é um país decadente:
1 - porque a indiferença absorveu o patriotismo.
2 - porque aos não indiferentes interessa mais a política dos partidos do que a própria expressão da pátria. E os interesses dos partidos prejudicam sempre o interesse comum da pátria.
O português, como todos os decadentes, só conhece os sentimentos passivos: a resignação, o fatalismo, a indolência, o medo do perigo, o servilismo, a timidez, e até a inversão.
O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem, portugueses, já só vos faltam as qualidades.»
Almada Negreiros, in Portugal Futurista, 1917 (excertos, com cortes)

domingo, outubro 08, 2006

Citação

"Temos de estar atentos às necessidades que os outros sentem e exprimem: é nesse sentido que há uma educação para a atenção ao outro. É uma educação que vai contra a mentalidade dominante, altamente competitiva, tendo o sucesso como horizonte, em que o outro existe para ser esmagado, e não para ser descoberto, admirado e ajudado."
Maria de Lurdes Pintassilgo

sexta-feira, outubro 06, 2006

A Manifestação dos Professores e a RTP

"O modo como a manifestação dos professores foi tratada mostra a fragilidade do nosso jornalismo, que tem muita dificuldade em sair do habitual, em perceber o que é diferente, para além das legítimas dúvidas sobre a governamentalização da RTP que suscita. A manifestação dos professores não foi apenas uma manifestação bem sucedida para os sindicatos, não foi apenas a "maior" manifestação dos professores, foi um elemento qualitativamente novo na análise da situação do nosso ensino.Mereceria que se lhe estivesse mais atento porque mostra uma ruptura entre os professores e o Ministério sem precedentes e que não pode deixar de ter consequências sobre o que se passa nas escolas. Mereceria um comentário mais qualificado, fora do tradicional conflito sindical, mereceria que se tentasse perceber porque razão o Ministério alienou nas escolas a parte mais qualificada dos professores que podiam ser o suporte de muitas das reformas que têm vindo a ser propostas e que são vitalmente necessárias. Mostra o preço do estilo do governo de tentar fazer reformas atacando os grupos profissionais no seu conjunto pelos seus "privilégios", o que no caso dos professores foi fatal.Os professores são uma profissão muito especial, com grandes fracturas internas, muito maus hábitos mas também um dos ambientes de trabalho mais árduos que se possa imaginar, tendo que defrontar problemas sociais, familiares, culturais, para que não tem meios nem qualificações, para que nem sequer é suposto que escola tenha eficácia. Mas há uma minoria de professores, uma minoria porque a profissão está muito degradada, que se dedica de forma quase "vocacional" ao ensino e esses desejavam há muito algumas das reformas que o Ministério se propõe fazer. Sucede que esses professores também sabem bem demais o papel negativo que o Ministério sempre teve e as enormes responsabilidades do aparelho burocrático-sindical que o domina. Revoltaram-se por passarem a bodes expiatórios de uma situação que sempre combateram, sem qualquer assunção de responsabilidades próprias do Ministério. Alguns pela primeira vez foram ontem a uma manifestação sindical."
Retirado do Abrupto

Sobremesa II


Ontem o dia foi muito cansativo! Viajar de autocarro de Guimarães a Lisboa já é maçador mas, com o movimento de pessoas rumo à capital para participarem na marcha, ainda foi pior do que o habitual. Além disso, com engarrafamentos por todo o lado, nem comer se podia!
Mas hoje, cansada mas satisfeita, lá fui para a escola e, como era dia de sobremesa, depois dum lauto almoço na cantina (frango assado com arroz e salada!), lá saboreamos a sobremesa que a Anabela improvisou. Agora, aguardamos a receita...

Marcha dos Professores

quinta-feira, outubro 05, 2006

Dia do Professor

Hoje, dia internacional do professor, vou participar na marcha que, mais uma vez, se realiza em Lisboa. Preferia que houvesse uma outra aqui mais próximo - no Porto, por exemplo. Mas continuamos com a vida do país concentrada em Lisboa.
Gostaria de não precisar de me levantar tão cedo, para mais sendo feriado, mas sinto que não devo ficar em casa. Além disso, com gripe e com aulas na sexta de manhã, vai ser um bocado difícil! Mas não há-de ser nada!
Pior é ter que aguentar com as afrontas constantes deste ministério!
Espero que os meus colegas mostrem claramente à senhora ministra e ao país que não estão dispostos a baixar os braços. É que hoje não há desculpa: é feriado (ninguém precisa de faltar!) e os sindicatos estão todos unidos na mesma causa...

quarta-feira, outubro 04, 2006

Dia Mundial do Animal

Hoje comemora-se o dia mundial do animal.
Seria bom se dedicassemos uns minutos a esses seres que, às vezes, parecem bem mais racionais que nós.
E, se pudermos, porque não adoptar um?
Também podemos, se quisermos, aprender um bocadinho sobre borboletas e outros insectos ou, se preferirmos, sobre outros animais (roedores e outros mamíferos exóticos).
Vale a pena dedicar uns minutos aos animais!

segunda-feira, outubro 02, 2006

Somente duas coisas são infinitas: o Universo e a estupidez humana. E eu não estou certo sobre o primeiro. ( Albert Einstein)

A solidão só é fobia para aqueles que a não sabem povoar. (esqueci o autor)

domingo, outubro 01, 2006

SOLIDÃO

"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma"
Chico Buarque

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