quinta-feira, novembro 30, 2006
quarta-feira, novembro 29, 2006
Ricardo Reis
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
terça-feira, novembro 28, 2006
Alberto Caeiro
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
segunda-feira, novembro 27, 2006
Mário Cesariny
Faz-me o favor...
Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.
É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és nao vem à flor
Das caras e dos dias.
Tu és melhor -
- muito melhor!-
-Do que tu.
Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.
(Mário Cesariny - 9 de Agosto 1923 - 26 de Novembro de 2006)
Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.
É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és nao vem à flor
Das caras e dos dias.
Tu és melhor -
- muito melhor!-
-Do que tu.
Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.
(Mário Cesariny - 9 de Agosto 1923 - 26 de Novembro de 2006)
domingo, novembro 26, 2006
sábado, novembro 25, 2006
Ontem...
Foi uma sexta-feira em cheio! Só tenho pena de não ter fotografias para mostrar, mas hei-de ver se alguém as tem.
De manhã, a biblioteca da escola voltou a animar-se com a actividade "Um livro acontece", desta vez dedicada a António Gedeão. Pelo que me contaram, a Marta e o Mário, alunos do 12º G, estiveram muito bem, na declamação da poesia do Gedeão e os responsáveis pela biblioteca, especialmente o Nelson, com a colaboração do núcleo de estágio de Português, dinamizaram uma série de actividades bem interessantes e que assinalaram o centenário de Gedeão. Não pude assistir, pois tinha teste marcado, mas hei-de passar pela biblioteca mais tarde, já que parte das actividades vão manter-se durante este mês.
Da parte da tarde, fui a Braga assistir a um colóquio sobre TLEBS e apanhei um tempo horrível que me fez arrepender de me ter inscrito. Mas até achei interessante e esclarecedora a abordagem que se fez; precisávamos era de mais tempo para aprofundarmos a matéria e esclarecermos dúvidas. Mas isso ficou para depois...
Por fim, à noite, assisti ao debate sobre educação, na nossa escola. Os oradores procuraram abordar a temática: "Medidas e Metas para Melhorar a Educação em Portugal” e gostei da forma como se envolveram no debate. Foram três horas muito interessantes, de partilha de opiniões.
E assim se preencheu um dia de trabalho!
sexta-feira, novembro 24, 2006
António Gedeão

Há 100 anos, nascia aquele que escreveu um dos mais belos poemas da resistência - Pedra Filosofal .
Muitos anos depois, o Rui fez-lhe a sua caricatura.
quarta-feira, novembro 22, 2006
terça-feira, novembro 21, 2006
Debate Nacional sobre a Educação
Contributo para o DNE (Debate Nacional sobre a Educação)
Dia 24 de Novembro, sexta-feira
Às 21:30 minutos no auditório da Escola Secundária de Felgueiras
Objectivo do debate: responder à questão "Como vamos melhorar a Educação nos próximos anos?"
As sínteses das reflexões realizadas no âmbito deste contributo serão disponibilizadas no Portal do DNE.
Objectivo do debate: responder à questão "Como vamos melhorar a Educação nos próximos anos?"
As sínteses das reflexões realizadas no âmbito deste contributo serão disponibilizadas no Portal do DNE.
(Mais informação no blog da Ofélia)
Cinco Manias
O Carlos, do blogEventual, desafiou-me há dias para este jogo e cá estou eu a responder. Consiste no seguinte:
Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blog.
Não me apercebo de nada que seja mania exclusivamente minha, mas, provavelmente, estas manias todas em conjunto, na minha pessoa, me distinga das outras - ou me faça mais igual a elas - sei lá! De qualquer das formas aí vão alguns dos meus "pecados":
As minhas manias:
1- Mania das datas;
2- Mania dos doces;
3- Mania da fotografia;
4- Mania de viajar;
5- Mania de dormir.
Os meus convidados:
- Sofia, do 8º E
- Marta, dos Retalhos de Arte
- A Professorinha
- A Teresa MM, do Tempo de Teia
- A Ana Cristina, da Vida de Professor
-
Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blog.
Não me apercebo de nada que seja mania exclusivamente minha, mas, provavelmente, estas manias todas em conjunto, na minha pessoa, me distinga das outras - ou me faça mais igual a elas - sei lá! De qualquer das formas aí vão alguns dos meus "pecados":
As minhas manias:
1- Mania das datas;
2- Mania dos doces;
3- Mania da fotografia;
4- Mania de viajar;
5- Mania de dormir.
Os meus convidados:
- Sofia, do 8º E
- Marta, dos Retalhos de Arte
- A Professorinha
- A Teresa MM, do Tempo de Teia
- A Ana Cristina, da Vida de Professor
-
segunda-feira, novembro 20, 2006
Estabilidade docente
Este Governo afinal defende como nenhum outro a estabilidade dos docentes. Primeiro foi o congelamento. Agora quer deixar-nos a marinar no mesmo escalão uma década ou coisa assim, se não for mais. Estável, mais estável do que isto, não há! (Paulo Guinote)
domingo, novembro 19, 2006
Dia da Memória
Promovido pela Estrada Viva - Liga contra o Trauma, o Dia da Memória vai evocar os 70 mil mortos nas estradas portuguesas neste século, entre 30 a 35 mil desde 1975 numa estimativa da ACA-M.
Sugestão de domingo
É incrível! Agora o Ministério da Educação resolveu pôr on line o curriculum escolar de todos nós, mesmo que tenhamos deixado de estudar há 50 anos atrás.
Podiam ter aproveitado o tempo a fazer outra coisa qualquer, mas não - toca a pôr a descoberto as nossas misérias!
Francamente, se ao menos saíssemos favorecidos, vá que não vá, mas assim...
Confiram lá, então, o vosso currículo.
sábado, novembro 18, 2006
sexta-feira, novembro 17, 2006
Se eu pudesse viver novamente a minha vida
Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
Na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido,
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiénico.
Correria mais riscos
Viajaria mais,
Contemplaria mais entardeceres,
Subiria mais montanhas,
Nadaria mais rios.
Iria a lugares onde nunca fui,
Comeria mais sorvetes
E menos favas,
Teria mais problemas reais e menos imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
E minuciosamente cada minuto da sua vida;
Claro que tive momentos de alegria.
Mas se pudesse voltar atrás trataria de ter somente momentos bons.
Porque, se não o sabem, disso é feita a vida,
Só de momentos; não percas o agora.
(…)
Jorge Luís Borges
Na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido,
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiénico.
Correria mais riscos
Viajaria mais,
Contemplaria mais entardeceres,
Subiria mais montanhas,
Nadaria mais rios.
Iria a lugares onde nunca fui,
Comeria mais sorvetes
E menos favas,
Teria mais problemas reais e menos imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
E minuciosamente cada minuto da sua vida;
Claro que tive momentos de alegria.
Mas se pudesse voltar atrás trataria de ter somente momentos bons.
Porque, se não o sabem, disso é feita a vida,
Só de momentos; não percas o agora.
(…)
Jorge Luís Borges
Acto de Contrição
Pelo que não fiz, vida, perdão!
Pelo tempo que vi, parado,
Correr chamando por mim,
Pelos enganos que talvez
Poupando me empobreceram,
Pelas esperanças que não tive
E os sonhos que somente
Sonhando julguei viver,
Pelos olhares amortalhados
Na cinza de sóis que apaguei
Com risos de quem já sabe,
Por todos os desvarios
Que nem cheguei a conceber
Pelos risos, pelas lágrimas,
Pelos beijos e mais coisas,
Que sem dó de mim malogrei
Por tudo, vida, perdão!
Adolfo Casais Monteiro
Pelo tempo que vi, parado,
Correr chamando por mim,
Pelos enganos que talvez
Poupando me empobreceram,
Pelas esperanças que não tive
E os sonhos que somente
Sonhando julguei viver,
Pelos olhares amortalhados
Na cinza de sóis que apaguei
Com risos de quem já sabe,
Por todos os desvarios
Que nem cheguei a conceber
Pelos risos, pelas lágrimas,
Pelos beijos e mais coisas,
Que sem dó de mim malogrei
Por tudo, vida, perdão!
Adolfo Casais Monteiro
quinta-feira, novembro 16, 2006
Companhia Violenta
É preciso que saibam: este rosto
não está à venda. Há quarenta
e cinco anos que o trago apenas
para dar e receber o espanto
do amor e do tempo, do eco e da rosa
e a violenta companhia
insubstituível do mundo.
Os amigos mortos e sepultados
sob este sorriso, também não estão
à venda – é com eles que entro
na força dos versos em que falo
de nós todos. Estes olhos
já leram Platão (entre outros)
já viram chegar a noite
nas grandes cidades, corpos proibidos
homens e mulheres sem paixão
moribundos face a face com o absurdo
de um tempo já maior de quanto há neles
e casais cumpridores que não gastaram nunca
um tostão de amor a mais.
Já todos dormimos em má companhia
(mesmo se nos limitamos a dormir
inteiramente sós – e até por isso)
Meus prósperos e
devotos irmãos atarefados, deixai-me
em paz. Ou então dêem-me um pouco
de tabaco ou mandem-me
de férias um postal (mesmo
que morra). Um póstumo
postal. E sem remorso.
Já que não se morre apenas
de falta de correspondência…
Victor Matos e Sá
não está à venda. Há quarenta
e cinco anos que o trago apenas
para dar e receber o espanto
do amor e do tempo, do eco e da rosa
e a violenta companhia
insubstituível do mundo.
Os amigos mortos e sepultados
sob este sorriso, também não estão
à venda – é com eles que entro
na força dos versos em que falo
de nós todos. Estes olhos
já leram Platão (entre outros)
já viram chegar a noite
nas grandes cidades, corpos proibidos
homens e mulheres sem paixão
moribundos face a face com o absurdo
de um tempo já maior de quanto há neles
e casais cumpridores que não gastaram nunca
um tostão de amor a mais.
Já todos dormimos em má companhia
(mesmo se nos limitamos a dormir
inteiramente sós – e até por isso)
Meus prósperos e
devotos irmãos atarefados, deixai-me
em paz. Ou então dêem-me um pouco
de tabaco ou mandem-me
de férias um postal (mesmo
que morra). Um póstumo
postal. E sem remorso.
Já que não se morre apenas
de falta de correspondência…
Victor Matos e Sá
Parabéns, Saramago
Ao pesquisar sobre José Saramago no google, aparecem 1.390.000 entradas. Espreitei mais uma ou outra, mas optei por linkar a primeira.
Parabéns, José Saramago, pelos 84 anos e, tal como escreves n' As Pequenas Memórias, "Deixa-te levar pela criança que foste".
Parabéns, José Saramago, pelos 84 anos e, tal como escreves n' As Pequenas Memórias, "Deixa-te levar pela criança que foste".
Fala do Velho do Restelo ao Astronauta
Aqui, na Terra, a fome continua,
A miséria, o luto, e outra vez a fome.
Acendemos cigarros em fogos de napalme
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
E também da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti sei lá bem que desejo
De mais alto que nós, e melhor e mais puro.
No jornal, de olhos tensos, soletramos
As vertigens do espaço e maravilhas:
Oceanos salgados que circundam
Ilhas mortas de sede, onde não chove.
Mas o mundo, astronauta, é boa mesa
Onde come, brincando, só a fome,
Só a fome, astronauta, só a fome,
E são brinquedos as bombas de napalme.
José Saramago
A miséria, o luto, e outra vez a fome.
Acendemos cigarros em fogos de napalme
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
E também da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti sei lá bem que desejo
De mais alto que nós, e melhor e mais puro.
No jornal, de olhos tensos, soletramos
As vertigens do espaço e maravilhas:
Oceanos salgados que circundam
Ilhas mortas de sede, onde não chove.
Mas o mundo, astronauta, é boa mesa
Onde come, brincando, só a fome,
Só a fome, astronauta, só a fome,
E são brinquedos as bombas de napalme.
José Saramago
terça-feira, novembro 14, 2006
Segurança na Escola
Hoje, na Secundária de Felgueiras:
Sessão Informação/Formação: Segurança nas Escolas
Das 10 horas às 13 horas
Protecção civil (cultura de Segurança e aplicação da Portaria nº 1444/2002, de 7 de Novembro)
Das 14:30 minutos às 17 horas
Ambiente e clima da Escola, prevenção e luta contra factores geradores de insegurança
Sessão Informação/Formação: Segurança nas Escolas
Das 10 horas às 13 horas
Protecção civil (cultura de Segurança e aplicação da Portaria nº 1444/2002, de 7 de Novembro)
Das 14:30 minutos às 17 horas
Ambiente e clima da Escola, prevenção e luta contra factores geradores de insegurança
Avaliação da visita de estudo
A viagem foi excelente: tudo esteve muito bem e agradou totalmente aos participantes.
Os alunos estavam delirantes. Muitos foram pela primeira vez a Lisboa e ficaram encantados com a capital do seu país. O mesmo não se pode dizer dos seus governantes. Pela minha parte, destaco a Ministra da Educação que, durante o tempo que permanecemos no hemiciclo, esteve sempre a ler o jornal. Mas já se sabe que a senhora é extraordinária: consegue ler o jornal e, ao mesmo tempo, estar atenta aos discursos.
Mas, o momento alto da visita começou quando chegamos ao Inatel e prolongou-se até ao dia seguinte: os jovens ficaram delirantes! Instalaram-se, jantaram e já estava na hora de voltar a Lisboa: aguardava-nos Música no Coração. Espectacular! E continuamos sempre em alta, até bem tarde - quem conseguia dormir com tamanha excitação, apesar do cansaço?
O pior foi o dia seguinte, mas, mesmo assim, aguentaram-se bem. Ainda demos um passeiozito por Sintra, a caminho de Mafra.
A visita guiada ao Palácio de Mafra correu muito bem para um grupo que teve uma guia excelente, conhecedora da matéria e simpática, e não tão bem para outro grupo que teve como guia uma senhora que parece andar sempre zangada. Já a conheço há vários anos, de outras vezes que lá estive, e aquela Dra. Fernanda (parece que é assim!) é mesmo desagradável! Enfim...
De regresso a casa, fizemos um pequeno desvio por Óbidos e, gulosa como eu sou, adorei aquela chocolatada toda! Pena não termos tido mais tempo!...
E cansados, mas felizes, regressámos a casa.
De realçar o elogio feito aos alunos pelos responsáveis do Inatel que salientaram o seu comportamento exemplar (muitos até a cama fizeram e arrumaram o lixo todo!), opinião esta que foi reforçada pelo motorista do autocarro que se mostrou extremamente satisfeito com o seu civismo.
Portanto: "Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena!"
Programa da visita de estudo
Dia 9 de Novembro, 5ª feira
6.00 - Saída da Escola Secundária de Felgueiras
10.30 – Chegada a Lisboa.
11.00 – Debate do Orçamento, na Assembleia da República.
13.00 – Almoço.
14.00 – Peddy-paper a partir da Praça do Comércio.
16.00 –Saída da Praça do Comércio em direcção ao Inatel (pequena paragem na zona de Belém).
18.30 – Chegada a Oeiras seguida de jantar, no Inatel.
20.45 – Saída para Lisboa, em direcção ao Teatro Politeama – Música no Coração
24.00 - Dormida no Inatel.
Dia 10 de Novembro, 6ª feira
10.00 – Saída do Inatel, após o pequeno-almoço.
10.30 – Chegada a Sintra e passeio livre.
12.00 – Saída de Sintra em direcção a Mafra.
13.00 – Almoço livre.
14.30 – Visita guiada ao Palácio de Mafra.
16.30 – Partida de Mafra em direcção a Óbidos com pequena paragem.
18.30 – Partida de Óbidos em direcção a Felgueiras.
22.30 - Chegada a Felgueiras (Escola Secundária).
6.00 - Saída da Escola Secundária de Felgueiras
10.30 – Chegada a Lisboa.
11.00 – Debate do Orçamento, na Assembleia da República.
13.00 – Almoço.
14.00 – Peddy-paper a partir da Praça do Comércio.
16.00 –Saída da Praça do Comércio em direcção ao Inatel (pequena paragem na zona de Belém).
18.30 – Chegada a Oeiras seguida de jantar, no Inatel.
20.45 – Saída para Lisboa, em direcção ao Teatro Politeama – Música no Coração
24.00 - Dormida no Inatel.
Dia 10 de Novembro, 6ª feira
10.00 – Saída do Inatel, após o pequeno-almoço.
10.30 – Chegada a Sintra e passeio livre.
12.00 – Saída de Sintra em direcção a Mafra.
13.00 – Almoço livre.
14.30 – Visita guiada ao Palácio de Mafra.
16.30 – Partida de Mafra em direcção a Óbidos com pequena paragem.
18.30 – Partida de Óbidos em direcção a Felgueiras.
22.30 - Chegada a Felgueiras (Escola Secundária).
domingo, novembro 12, 2006
Leituras
Das leituras deste fim-de-semana apreciei, sobretudo, quatro textos.
O primeiro, publicado no blog de Júlio Machado Vaz, despoletou uma série de comentários interessantes acerca da crise de autoridade familiar e papel dos professores como substitutos dos pais. Veio a propósito do encontro "Família e Escola: um espaço de convivência", tema bem interessante para uma reflexão conjunta.
O segundo e terceiro textos foram publicados na Visão desta semana e apreciei-os imenso.
Na última página da Visão, de 9 de Novembro, o texto de José Gil soube-me que nem um bálsamo. Sabe bem ouvir gente desta envergadura ter uma palavra de apreço pelo nosso trabalho.
Começa assim;"O que impressiona, nas intervenções mediáticas dos responsáveis do Ministério da Educação, é a ausência total de uma palavra de apreço e incentivo para com os professores. Quando ela vem, parece forçada, demasiado geral, demonstrando uma incompreensão profunda pelas condições do exercício da profissão. Os últimos rumores (verdadeiros) sobre as eventuais oito horas lectivas obrigatórias, mais o corte das «pausas» do Natal, Carnaval e Páscoa, provam que as autoridades encarregadas de conceberem a política educativa do nosso país não sabem - ou não querem saber - o que implica ser professor." (pode ler-se o resto do texto no blog de João TIlly.
O outro é um texto bem divertido do Ricardo Araújo Pereira, a propósito da TLEBS. Ri-me à brava! Esta TLEBS só pode ser anedota! Vale a pena ler, na penúltima página da Visão.

Por último, li com atenção a entrevista do nosso presidente (da escola!) a um jornal cá do burgo - o Semanário de Felgueiras. Apreciei a frontalidade. Fica aí uma amostra. Ainda bem que nem todos os presidentes dos executivos são iguais àquele das Taipas, pau mandado da ministra!
Excerto da entrevista
Sugestão de domingo
Quais terão sido os factos mais marcantes do ano em que nascemos? Quem era o presidente da República de então? Quanto custava um jornal? Quem recebeu os óscares? A resposta a estas e outras perguntas pode ser lida no Jornal do Aniversário.
sábado, novembro 11, 2006
A notícia de há um ano atrás

Esta foi a notícia que, no ano passado, saiu no jornal da escola relativamente à visita à Assembleia da República e foi esta a impressão que os senhores deputados e governo deixaram nos alunos que assistiram ao debate do orçamento de estado.
Em relação a este ano, a impressão não foi muito melhor e eu que, pela primeira vez, assisti a tal debate, vim esclarecida. Realmente a senhora ministra é um espectáculo: durante todo o tempo que eu lá estive, a senhora leu o jornal. Acabou um, começou outro e nem sequer se incomodou com o facto de vários estudantes e professores estarem a assistir ao debate - ela quer lá saber da arraia miúda!...
quinta-feira, novembro 09, 2006
Visita de estudo
Às 6 da manhã, saímos da escola com destino a Lisboa. As turmas de economia e administração vão assistir ao debate do orçamento.
Já só faltam 5 horas. Vou dormir....
Já só faltam 5 horas. Vou dormir....
quarta-feira, novembro 08, 2006
Para descontrair...
Portugalex, Antena 1, 07/11/2006:
"O modelo das aulas de substituição está a ser adoptado por outros ministérios além do da Educação.
Na saúde, as cirurgias de substituição poderão contribuir para resolver o problema das listas de espera.Vamos ouvir como tudo se processa:
“A senhora vem para ...”
“É para oftamologia...vou ser operada às cataratas.”
“Ah, infelizmente, o médico que a ia operar faltou hoje.”
“Faltou hoje, não pode ser. Isto é uma vergonha. Atão agora o que é que eu vou fazer nestas três horas, eu já tenho a vida toda organizada!”
“Calma, a sra vai ser submetida a uma cirurgia de substituição. Vão pôr-lhe um bypasse no coração, o que deve demorar mais ou menos três horas.”
“ Ah, bom! Eu estava a ver que ficava aqui feita parva a olhar para o boneco.”
(...)Pensamento do dia:Hoje enviado por António Muito Feio, tarado sexual anónimo:
“Nas noites em que a minha mulher está com dor de cabeça, será que posso pedir ao governo uma mulher de substituição?!”
Nota: Sorripiei, descaradamente, da Carla
"O modelo das aulas de substituição está a ser adoptado por outros ministérios além do da Educação.
Na saúde, as cirurgias de substituição poderão contribuir para resolver o problema das listas de espera.Vamos ouvir como tudo se processa:
“A senhora vem para ...”
“É para oftamologia...vou ser operada às cataratas.”
“Ah, infelizmente, o médico que a ia operar faltou hoje.”
“Faltou hoje, não pode ser. Isto é uma vergonha. Atão agora o que é que eu vou fazer nestas três horas, eu já tenho a vida toda organizada!”
“Calma, a sra vai ser submetida a uma cirurgia de substituição. Vão pôr-lhe um bypasse no coração, o que deve demorar mais ou menos três horas.”
“ Ah, bom! Eu estava a ver que ficava aqui feita parva a olhar para o boneco.”
(...)Pensamento do dia:Hoje enviado por António Muito Feio, tarado sexual anónimo:
“Nas noites em que a minha mulher está com dor de cabeça, será que posso pedir ao governo uma mulher de substituição?!”
Nota: Sorripiei, descaradamente, da Carla
Unamo-nos!
Aqui há uns dias atrás, o Sérgio deixou, num comentário, este provérbio moçambicano: Um braço só não faz a força!
Espero que os meus colegas todos sintam a urgência da união, e juntem os braços.
Já há Plano de Acção!
Se
Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.
Sophia
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.
Sophia
segunda-feira, novembro 06, 2006
Em 1919, nascia Sophia...
O Poema
A Estrela
O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Com o rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
o espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre as quatro paredes densas
de funda e devorada solidão
alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo
Sophia de Mello Breyner, Livro Sexto, Ed. Salamandra
A Estrela
O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Com o rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
o espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre as quatro paredes densas
de funda e devorada solidão
alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo
Sophia de Mello Breyner, Livro Sexto, Ed. Salamandra
domingo, novembro 05, 2006
Sugestão de domingo
“Eleja as Novas Sete Maravilhas do Mundo e faça parte da génese da história”. O desafio foi lançado a toda a população mundial pela fundação “New7Wonders”. Embora nenhuma obra portuguesa faça parte da lista de candidatos, Lisboa foi a cidade escolhida para a cerimónia de apresentação das maravilhas do mundo moderno.
“As maravilhas da antiguidade pertencem ao passado e, à excepção das Pirâmides do Egipto, nenhuma delas continua a existir”, justifica o fundador do projecto, Bernard Weber. “Nos últimos 2000 anos nunca houve um consenso público sobre o tema. O início do milénio é o momento histórico ideal para determinar as novas maravilhas do mundo".
O suíço Bernard Weber, um ex-produtor de televisão que sempre se dedicou à divulgação dos monumentos mundiais, começou o projecto em 2000 e, até agora, milhares de pessoas de todo o mundo já aderiram à votação. Desde a Estátua da Liberdade à Torre Eiffel, das 77 obras inicialmente seleccionadas estão agora em jogo apenas 21, todas classificadas pela UNESCO. Para votar basta aceder ao sítio oficial da "New7Wonders" (e seguir as indicações disponíveis.
Lisboa também fará parte da história, não pelos seus monumentos, mas sim por ser a cidade escolhida para a cerimónia oficial da apresentação das Novas Sete Maravilhas do Mundo. Os motivos da decisão da organização são simples: Portugal além de ser “um país seguro e politicamente estável” é também um “dos mais antigos da Europa, com um papel importantíssimo na história mundial através dos descobrimentos”.
A cerimónia terá lugar a 7 de Julho de 2007, precisamente 2220 anos depois da eleição das mais fabulosas obras da antiguidade clássica, feita na Grécia.
(Fonte: Expresso)
“As maravilhas da antiguidade pertencem ao passado e, à excepção das Pirâmides do Egipto, nenhuma delas continua a existir”, justifica o fundador do projecto, Bernard Weber. “Nos últimos 2000 anos nunca houve um consenso público sobre o tema. O início do milénio é o momento histórico ideal para determinar as novas maravilhas do mundo".
O suíço Bernard Weber, um ex-produtor de televisão que sempre se dedicou à divulgação dos monumentos mundiais, começou o projecto em 2000 e, até agora, milhares de pessoas de todo o mundo já aderiram à votação. Desde a Estátua da Liberdade à Torre Eiffel, das 77 obras inicialmente seleccionadas estão agora em jogo apenas 21, todas classificadas pela UNESCO. Para votar basta aceder ao sítio oficial da "New7Wonders" (e seguir as indicações disponíveis.
Lisboa também fará parte da história, não pelos seus monumentos, mas sim por ser a cidade escolhida para a cerimónia oficial da apresentação das Novas Sete Maravilhas do Mundo. Os motivos da decisão da organização são simples: Portugal além de ser “um país seguro e politicamente estável” é também um “dos mais antigos da Europa, com um papel importantíssimo na história mundial através dos descobrimentos”.
A cerimónia terá lugar a 7 de Julho de 2007, precisamente 2220 anos depois da eleição das mais fabulosas obras da antiguidade clássica, feita na Grécia.
sábado, novembro 04, 2006
Carta aberta aos Professores
Passei a tarde inteirinha a corrigir testes e, agora que terminei, lembrei-me de uma carta que li há dias atrás do Eng. António Ruas, que eu não conheço, mas que me parece ter alguma razão naquilo que diz. Aí vai a carta, então:
A propósito das avaliações e do processo continuado de desacreditação dos Professores que a Ministra quer impor à opinião pública, gostaria que os Professores pensassem em cumprir integralmente nas suas escolas o seu horário de trabalho.
Passo a explicar: Pela manhã, TODOS os professores se apresentavam nas suas escolas para iniciarem o seu dia de trabalho. Agora vai ser necessário um pouco de aritmética, mas da mais básica. Se um professor tem 3 horas de aulas num dia, cumpre mais quatro horas de permanência na escola. Nessas quatro horas é suposto corrigir testes, preparar aulas, elaborar enunciados das provas,etc., etc. Tudo o que se relacione com a sua profissão e que normalmente está habituado (mal) a fazer em casa. É também suposto utilizar as secretárias, as cadeiras, os computadores e as impressoras da escola para o seu trabalho. É que também é suposto que, antes de exigir resultados, a escola lhe forneça condições de trabalho. No final das sete horas de trabalho diário (7 x 5 = 35) saíam da escola para casa, deixando na escola o trabalho que ficou por fazer.
Facilmente os Conselhos Executivos chegarão à conclusão que a escola não oferece condições aos professores para que estes trabalhem, e terão que o comunicar ao Ministério, ou não há seriedade dos Conselhos Executivos. Ou tentarão os Conselhos Executivos agir de forma a convencerem os professores de que como estes se acotovelam na escola o melhor será irem para casa? Mas poderão os professores ser penalizados por quererem exercer o seu trabalho no local de trabalho que lhes está por natureza determinado?
Passem a actuar como um grupo. TODOS para as escolas desde manhã, a cumprir o horário de trabalho na escola, o local de trabalho natural. Atasquem completamente as escolas com a vossa presença e deixem que a ausência de condições de trabalho faça o resto.Atrapalhem verdadeiramente o sistema de forma legal. Provem de uma vez por todas que querem trabalhar e que este patrão não vos dá condições de trabalho apesar de vos exigir resultados, e ainda por cima enxovalhando-vos continuamente.
Sejam de uma vez por todos PROFESSORES UNIDOS.
Para quem não sabe, não sou professor. Sou um reles engenheiro que às vezes pensa nestas coisas, muitas delas quando, às quatro ou cinco da manhã, grito para a minha mulher que está no escritório a corrigir testes e pergunto se não se vem deitar.
Não está mal visto, não, Senhor Engenheiro!...
sexta-feira, novembro 03, 2006
Tarte de Feijão
400 gr. de açúcar
1 copo com água
1 pau de canela
250 gr. de feijão branco cozido
10 gemas
250 gr. de massa folhada
MERENGUE
6 claras
5 colheres (sopa) de açúcar
canela para polvilhar q.b.
- Ferva o açúcar com a água e o pau de canela até atingir ponto de fio forte.
- Triture o feijão e junte-o à calda de açúcar, misturando bem. Retire do lume, deixe arrefecer e elimine o pau de canela. Adicione as gemas, mexendo bem.
- Estenda a massa folhada e forre com ela uma tarteira de fundo amovível. Pique com um garfo e recheie com o preparado de feijão. Leve ao forno por 35 minutos. Retire e deixe arrefecer.
- Merengue: Bata as claras em castelo firme e junte o açúcar aos poucos, batendo sempre. Cubra a tarte com este merengue e leve novamente ao forno bem quente até dourar. Polvilhe com canela e sirva.
1 copo com água
1 pau de canela
250 gr. de feijão branco cozido
10 gemas
250 gr. de massa folhada
MERENGUE
6 claras
5 colheres (sopa) de açúcar
canela para polvilhar q.b.
- Ferva o açúcar com a água e o pau de canela até atingir ponto de fio forte.
- Triture o feijão e junte-o à calda de açúcar, misturando bem. Retire do lume, deixe arrefecer e elimine o pau de canela. Adicione as gemas, mexendo bem.
- Estenda a massa folhada e forre com ela uma tarteira de fundo amovível. Pique com um garfo e recheie com o preparado de feijão. Leve ao forno por 35 minutos. Retire e deixe arrefecer.
- Merengue: Bata as claras em castelo firme e junte o açúcar aos poucos, batendo sempre. Cubra a tarte com este merengue e leve novamente ao forno bem quente até dourar. Polvilhe com canela e sirva.
Confraria do doce
Hoje foi a Idalina a fazer a sobremesa - e esmerou-se mesmo!
Aí fica a receita da TARTE DE CHILA:
MASSA PARA FORRAR• 200 gr. de farinha• 150 gr. de manteiga ou margarina• 50 gr. de açucar
PREPARAÇÃO Amassa-se tudo muito bem e deixa-se repousar um pouco. Em seguida estende-se com o rolo e forra-se a torteira na qual se deita o recheio, indo ao forno para cozer a massa.
RECHEIO Pôr o açúcar ao lume até criar ponto leve e mistura-se a amêndoa mexendo sempre. Tira-se do lume e deixa-se arrefecer um pouco. Em seguida deitam-se os ovos batidos e o doce de chila e volta ao lume para uma pequena fervura. Quando está quase frio deita-se na torteira forrada e vai ao forno para cozer a massa que a forra.
quinta-feira, novembro 02, 2006
Amalia Bautista traduzida
Ao Fim
Ao fim são muito poucas as palavras
que nos doem a sério e muito poucas
as que conseguem alegrar a alma.
São também muito poucas as pessoas
que tocam nosso coração e menos
ainda as que o tocam muito tempo.
E ao fim são pouquíssimas as coisas
que em nossa vida a sério nos importam:
poder amar alguém, sermos amados
e não morrer depois dos nossos filhos.
Ao fim são muito poucas as palavras
que nos doem a sério e muito poucas
as que conseguem alegrar a alma.
São também muito poucas as pessoas
que tocam nosso coração e menos
ainda as que o tocam muito tempo.
E ao fim são pouquíssimas as coisas
que em nossa vida a sério nos importam:
poder amar alguém, sermos amados
e não morrer depois dos nossos filhos.
quarta-feira, novembro 01, 2006
1 de Novembro
A vida é um hospital
Onde quase tudo falta.
Por isso ninguém se cura
E morrer é que é ter alta.
Fernando Pessoa, Quadras
Onde quase tudo falta.
Por isso ninguém se cura
E morrer é que é ter alta.
Fernando Pessoa, Quadras
Mais Amalia Bautista...
Al cabo
Al cabo, son muy pocas las palabras
que de verdad nos duelen, y muy pocas
las que consiguen alegrar el alma.
Y son también muy pocas las personas
que mueven nuestro corazón, y menos
aún las que lo mueven mucho tiempo.
Al cabo son poquísimas las cosas
que de verdad importan en la vida:
poder querer a alguien, que nos quieran
Y no morir después que nuestros hijos.
Antologia de O Mal, Relógio d'Água
Al cabo, son muy pocas las palabras
que de verdad nos duelen, y muy pocas
las que consiguen alegrar el alma.
Y son también muy pocas las personas
que mueven nuestro corazón, y menos
aún las que lo mueven mucho tiempo.
Al cabo son poquísimas las cosas
que de verdad importan en la vida:
poder querer a alguien, que nos quieran
Y no morir después que nuestros hijos.
Antologia de O Mal, Relógio d'Água
O Inferno
Debrucei-me à janela do inferno
e não vi nada que me horrorizasse;
pareceu-me um lugar igual aos outros,
cheio de gente e coisas.
Alguém do inferno me disse para entrar.
Não me lembro quem era ou se eram vários,
nem o que me disseram lá de dentro,
ou se essas pessoas sorririam,
se haveria alguém a lamentar-se
ou se desconfiei por um momento.
Fui, e achei a porta do inferno,
abri a porta do inferno, entrei,
desde essa hora vivo no inferno.
É um lugar igual a qualquer outro,
cheio de gente e coisas. Todavia
sei que não pode ser senão inferno
porque neste lugar não estás comigo.
Amalia Bautista, Antologia de O Mal
e não vi nada que me horrorizasse;
pareceu-me um lugar igual aos outros,
cheio de gente e coisas.
Alguém do inferno me disse para entrar.
Não me lembro quem era ou se eram vários,
nem o que me disseram lá de dentro,
ou se essas pessoas sorririam,
se haveria alguém a lamentar-se
ou se desconfiei por um momento.
Fui, e achei a porta do inferno,
abri a porta do inferno, entrei,
desde essa hora vivo no inferno.
É um lugar igual a qualquer outro,
cheio de gente e coisas. Todavia
sei que não pode ser senão inferno
porque neste lugar não estás comigo.
Amalia Bautista, Antologia de O Mal
Quadra Popular
A vida é um hospital
Onde quase tudo falta.
Por isso ninguém se cura
E morrer é que é ter alta.
Fernando Pessoa
Onde quase tudo falta.
Por isso ninguém se cura
E morrer é que é ter alta.
Fernando Pessoa
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