sexta-feira, setembro 28, 2007

Coincidência...

Coimbra, 28 de Setembro de 1990 - Escândalos políticos sucessivos, com justificações oficiais vergonhosas. Inquéritos, demissões, prisões, mas tudo a fingir, para oposição ver. A hora é de podridão e desvergonha. E já poucos sentem sequer o cheiro pestilento do ambiente. A sociedade normalizada e climatizada ao sabor dos cabecilhas a exemplificar fidedignamente a nossa decadência. Fabricam-se todos os figurantes da farsa do mesmo molde de subserviência, ganância e hipocrisia. A execrável tirania de há pouco tinha ao menos o mérito de ser frontal, culta e respeitar o inconsciente do povo português. Esta de agora é sorna, analfabeta, e agride e ofende diariamente o que de mais profundo e sagrado há em nós.
Miguel Torga, Diário XVI

segunda-feira, setembro 17, 2007

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

Fernando Pessoa, Janeiro de 1931

domingo, setembro 16, 2007

Acesso ao ensino superior

Já sairam as colocações. Uns ficaram felizes, outros nem tanto!...
A 2ª fase é já para a semana e pode ser que mais alguém venha a ficar contente.
Alguns dados deste concurso podem ser vistos aqui.

terça-feira, setembro 11, 2007

11 de Setembro 2001

O Ataque ao Pentágono

Pessoas desaparecidas

São várias as pessoas desaparecidas, mas a verdade é que nos perturbam sempre mais os casos que acontecem com crianças.
Mas já me incomoda a arrogância dos ingleses a respeito da Maddie. Até parece que a culpa é nossa! E até talvez seja, quando damos tanta importância a determinadas pessoas e outras, perante a nossa quase indiferença e praticamente sem meios nenhuns, tanto se esforçam e não têm nem papa, nem ministro nenhum que as receba.
É revoltante!...
Talvez não fosse má ideia inscrevermo-nos aqui, a ver se outros conseguem ter um pouco mais de atenção...

segunda-feira, setembro 10, 2007

De novo...

Hoje foi dia de, entre outras coisas, reunião geral de professores.
Ficámos a saber que a nossa escola - construída há cerca de 15 anos para 1000 alunos - tem, neste momento, quase 2000.
Do ano passado para este ano, aumentou o número de alunos, aumentou a sua carga horária, diminuiu o número de professores e manteve-se o de pessoal não docente.
A escola está completamente a abarrotar. Há sinais de alguma escola nova a abrir por estas bandas? Nada!
É mais fácil fechá-las, não é?....

Ano novo...

Esta semana arranca, definitivamente, o ano lectivo: reuniões, planificações, recepção aos alunos,...
Este blog cada vez menos tem falado da escola e os últimos tempos, então, nem se fala! Não quer isso dizer, naturalmente, que a escola esteja esquecida; pelo contrário, está bem presente. Só que a escola actual tem sido tão pouco aliciante que pareço inclinada a, quando não sou mesmo obrigada a prestar-lhe atenção, alienar-me um pouco da profissão e do trabalho que escolhi e exerci com tanto gosto, durante tantos anos.
Tentei desligar-me o máximo possível da escola, durante o mês de Agosto. Mas, agora, no regresso, quero esforçar-me por sentir o entusismo de outrora. Vêm aí alunos novos; só mantenho uma turma do ano passado. Os outros irão para o Universidade ou trabalhar, pois já concluiram o 12º ano.
Vamos lá a ver se me animo, apesar das contrariedades...

sexta-feira, setembro 07, 2007

Regresso à escola

Só hoje me apresentei ao serviço (pois é; também entrei de férias tarde!) e, chegada a casa, de visita aos sítios do costume, descubro que a Sinistra está mais viva que nunca. Ao menos isso! Afinal ainda há gente que não baixou os braços e acredito que cada vez haverá mais a levantá-los...
E isso anima-me neste regresso à escola!

sábado, setembro 01, 2007

Ofereço Gatos


Nasceram a 18 de Junho e estão prontinhos para mudar de casa...

Felicidade Real

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguer, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas, de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinónimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se semanalmente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prémio. Não sejamos vítimas ingénuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormentam e provocam inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...
Mário Quintana

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