sexta-feira, novembro 30, 2007

A propósito da greve...

Eu, por mim, tenho todo o orgulho em ser chulado pelos meus colegas que se aproveitam da minha luta e do meu sacrifício na hora das conquistas, e que neste momento estão a trabalhar, contribuindo para o descrédito desta luta, desvalorizando e deitando por terra a nossa Razão. Muitos deles, jovens em início de carreira, estão a furar a greve substituindo professores em luta. Não faz mal: serão os primeiros a ir para a rua a partir do próximo ano e aí é que eu me vou rir!...

Estou contigo, João!

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O analfabeto político

“Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Bertolt Brecht
Quem não se interessa por política acaba por ser governado pelos seus inferiores.
E é verdade: os professores são governados pelo Valter Lemos.
Platão (via: O Cartel)

quinta-feira, novembro 29, 2007

Rifão Quotidiano

Mário Viegas

Uma nêspera estava na cama,
deitada, muito calada,
a ver o que acontecia.

Chegou a Velha e disse:
olha uma nêspera e zás comeu-a !

É o que acontece às nêsperas
que ficam deitadas, caladas,
a esperar o que acontece !

sábado, novembro 17, 2007

Quando nascemos...

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava. (diria minha mãe, como escreveu Sebastião da Gama)
...

Mas quando fez 25 anos,
Nasci-lhe eu - e as canseiras aumentaram...
Ei-la, desenhada pelo que se seguiu, dez anos depois - o Rui:

Mas valeu a pena e hoje somos duas sortudas - por pertencermos a uma família que nos orgulha e por termos os melhores amigos do mundo.

Parabéns a nós!

Eu não tinha este rosto...

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Cecília Meireles

sexta-feira, novembro 16, 2007

Muere lentamente

Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito,
repitiendo todos los días los mismos trayectos,
quien no cambia de marca,
no arriesga vestir un color nuevo
y no le habla a quien no conoce.

Muere lentamente quien evita una pasión,
quien prefiere el negro sobre blanco
y los puntos sobre las “íes”
a un remolino de emociones,
justamente las que rescatan el brillo de los ojos,
sonrisas de los bostezos,
corazones a los tropiezos y sentimientos.

Muere lentamente quien no voltea la mesa
cuando está infeliz en el trabajo,
quien no arriesga lo cierto por lo incierto
para ir detrás de un sueño,
quien no se permite por lo menos una vez en la vida,
huir de los consejos sensatos.


Muere lentamente quien no viaja,
quien no lee,
quien no oye música,
quien no encuentra gracia en sí mismo.

Muere lentamente quien destruye su amor propio,
quien no se deja ayudar.


Muere lentamente,
quien pasa los días quejándose de su mala suerte
o de la lluvia incesante.

Muere lentamente,
quien abandona un proyecto antes de iniciarlo,
no preguntando de un asunto que desconoceo
no respondiendo cuando le indagan sobre algo que sabe.

Evitemos la muerte en suaves cuotas,
recordando siempre que estar vivo
exige un esfuerzo mucho mayor
que el simple hecho de respirar.

Solamente la ardiente paciencia
hará que conquistemos una espléndida felicidad.

Pablo Neruda

segunda-feira, novembro 05, 2007

Fim-de-semana cultural


Apesar de ter vários testes para corrigir e uma série de outras tarefas, este fim-de-semana entendi que era um disparate passá-lo todo à volta do trabalho individual não remunerado e, pior ainda, não reconhecido. Claro que, mesmo assim, ainda trabalhei umas horitas razoáveis, mas também me distraí. E dou por bem aproveitado esse tempo!...
Andava há semanas e semanas a dizer que ia ver a exposição do Dali, mas nunca arranjava tempo. Decidi-me no sábado e tive de esperar, na fila, cerca de 90 minutos para poder entrar. Embora não seja grande apreciadora do artista, tenho de confessar que gostei do que vi - não estavam expostos aqueles quadros surrealistas mais famosos, mas outros trabalhos que, possivelmente, não sendo tão valiosos, a mim me agradaram mais.
De seguida fui ao Museu da Imprensa e adorei a exposição de cartoons. Havia imensos interessantíssimos, mas os meus preferidos foram:

Pela obra e pelo artista - o meu artista preferido, no IX PortoCartoon, um trabalho subordinado ao tema "Globalização".

Globalização dos trajes, pelo Rui Maciel Sousa.

Depois, na área dos temas livres, achei um espectáculo este do António Santos:

A senhora tem razão: devemos visitar os museus da nossa região. Pode ser bem interessante!...

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