sábado, junho 10, 2006

Dia de Portugal

NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!

Valete, Fratres.
Fernando Pessoa, Mensagem

4 comentários:

  1. Olá Armanda
    que bom ter alguém que nos oferece estes belos poemas.
    É um bom incentivo à leitura!!
    bjs Emília

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