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sábado, agosto 08, 2009

A minha escola - 5

A universidade
1979-1984
Espero, a partir deste fim-de-semana, passear um pouco por aí e passar menos tempo em casa. Por isso, antes de partir para férias, quero terminar estes episódios relacionados com a minha escola, enquanto estudante. A partir de Setembro, falarei da minha escola, como professora.
Da minha escola enquanto estudante universitária, lembro as emoções fortes que me provocou a ida para a universidade. Foi a concretização de um dos maiores sonhos da minha vida. Retenho alguns momentos marcantes dessa altura, por exemplo, o dia em que soube que tinha conseguido entrar na minha 1ª opção - o curso de Línguas e Literaturas Modernas, variante Inglês/Alemão, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Na altura, tinha intenções de ir para a Alemanha (ai o amor!) e só as Clássicas tinham alemão e eu queria mesmo estudar em Coimbra. Soube do resultado em Braga e lembro-me de descer a Av. da Liberdade com tanta satisfação que tinha a sensação de não pisar o chão; parece que caminhava sobre nuvens.
Recordo, também, o dia em que me fui matricular. O meu pai levou-me a Coimbra, para alugar quarto e fazer a matrícula. Na altura, estava a tentar deixar de fumar, mas estava tão emocionada que tive mesmo necessidade de um cigarro. Não resisti e pedi-o ao meu pai que, estupefacto, mo deu imediatamente.
No primeiro ano, as aulas começaram apenas em Janeiro de 1980, altura em que fui viver para Coimbra. Descuidei-me um pouco com as aulas e comecei a embirrar com o Inglês e, então, decidi mudar para a variante Português/Alemão, a partir do ano seguinte, pelo que voltei para o 1º ano. Foi a opção mais correcta, pois dei-me muito melhor com os professores portugueses do que com os ingleses e gostei mesmo de muitas aulas que tive, ao contrário do que acontecia com as aulas de inglês e outras da área, que me maçavam completamente.
Depois, foi uma enxurrada de coisas, mas as mais importantes passaram-se sempre fora das salas da universidade com os amigos e os amores que foram aparecendo e que deixaram boas recordações.

quarta-feira, julho 22, 2009

A minha escola - 4

O Liceu
1973-1978
A entrada no liceu foi, para mim, uma coisa extraordinária e foi a partir daí que eu comecei a gostar mesmo da escola e a ter a certeza do que queria ser - professora, naturalmente!
Daqueles anos, lembro o grupo de amigas espectaculares com quem raramente estou, mas que continuo a apreciar e recordo com saudades, especialmente a Carolina, a Fernanda, a Emília e a Júlia.
Também são desse tempo duas grandes referências para mim: o meu professor de Matemática, Delfim Flores Amorim e a professora de Português, Conceição Campos. Recordo-me de vários momentos das aulas com estes professores e adoraria ser uma professora como eles.
Mas não haja dúvidas que o grande momento que vivi no liceu foi o 25 de Abril. Foi um dia lindo! Estava no primeiro ano do liceu, só tinha aulas de tarde (nessa altura era assim, ou só de manhã ou só de tarde), mas aproveitei a boleia do meu pai, que trabalhava em Fafe, e fui logo de manhã para o liceu. Quando lá cheguei, fiquei espantadíssima com a forma como os alunos mais velhos se insubordinavam contra o vice-reitor, o professor Marques Mendes, tio daquele que todos conhecemos. É nessa altura que aparece o meu professor de matemática, completamente radiante, e nos desafia para irmos até ao Toural (centro da cidade). Sem que o desse conta, foi a minha primeira manifestação. Não percebia nada do que se estava a passar, mas deu para perceber que o ambiente era de euforia e eu alinhei na festa...
Por lá continuei até concluir o liceu, num período bastante conturbado da escola, com situações completamente bizarras. Havia imensos erros nos concursos de tal forma que, por exemplo, o meu professor de Francês do equivalente ao 8º ano era formado em Química e só tinha tido mais um ano de Francês do que nós tínhamos. Nessa altura, qualquer um com o liceu completo podia começar a dar aulas.
Até 1974, as aulas começavam sempre a 7 de Outubro e terminavam sempre a 9 de Junho, com duas semanas de férias no Natal e na Páscoa e 3 dias no Carnaval. A partir daí, começavam ainda mais tarde e só há relativamente poucos anos é que passámos a ter cada vez mais aulas, a começar cada vez mais cedo e acabar cada vez mais tarde.
Depois dos 5 anos no liceu, até ao equivalente ao actual 11º ano, tínhamos todos 6 disciplinas (no 10º e 11º): Português, Filosofia e Política para todos e, depois, 3 disciplinas à escolha. Havia exames nacionais a todas as disciplinas, mas dispensava-se com média de 14 dos 2 últimos anos, a cada uma das disciplinas, e essa média era muita boa, na altura. No básico dispensava-se por secção - letras ou ciências - desde que se tivesse média de 12.
Estranho foi o ano a seguir. Ainda não havia 12º ano, então inventaram o ano propedêutico. Todos os alunos tinham 5 disciplinas, Português e uma Língua Estrangeira para todos e, depois, escolhiam mais 3. As aulas eram dadas pela televisão, de manhã, no canal 1 e, depois, fazíamos um exame na Páscoa outro no Verão, a cada disciplina e, desde que tívessemos média de 10 a cada uma delas, podíamo-nos candidatar à universidade. Já havia numerus clausus na altura e as médias, embora não fossem tão altas, já deixavam alguns de fora. Fiz os exames no Sá de Miranda, em Braga (toda a gente era obrigada a ir à capital de distrito) e foi um dia muito feliz para mim, quando fui ver os resultados dos exames e percebi que podia seguir para a universidade. Senti-me a caminhar sobre nuvens!...

sábado, julho 18, 2009

A minha escola - 3

O Ciclo
1971-1973


Os anos equivalentes ao "Ciclo" fi-los no colégio de Riba d'Ave. Menina e muito nova, os meus pais não quiseram arriscar a deixar-me ir estudar para fora tão cedo e, embora com muito sacrifício, puseram-me a estudar no único sítio possível da terrinha - o Externato Delfim Ferreira.
Engraçado - na altura parece que não havia a confiança que agora há nas instituições privadas. Toda a gente era obrigada a fazer exames nacionais, no final de cada ciclo, independentemente das médias que tivesse, ao contrário do que se passava no público, onde era possível dispensar de exame. Recordo-me e ainda tenho o enunciado do meu exame de Português: era um excerto adaptado do livro "Esteiros", de Soeiro Pereira Gomes; o episódio da ida à feira. Visto à distância, é estranho que tenham escolhido um texto de um livro proibido, mas também é verdade que estavamos em plena primavera marcelista.
Recordo-me de alguns professores da altura: o director e meu professor de francês, padre Aurélio, posteriormente Dr. Aurélio (e ai de quem se enganasse!...); o professor de História e de Moral e de Música, professor Peixoto, actualmente conhecido como Dr. Agostinho Fernandes, ex-presidente da CM de V.N. Famalicão, durante vários anos, e derrotado julgo que há 2 mandatos atrás. Era um professor novato, na altura, e uma espécie de menino dos recados do sr. director. Também foi meu professor (de português) o pre. Benjamim Salgado, que deu o nome à escola de Joane. Dos outros mal me recordo... Colegas também recordo poucos.
Foi mais uma escola que passou e quase não deixou marcas...

segunda-feira, julho 06, 2009

A minha escola - 2

A escola primária
1967-1971

Durante 4 anos frequentei esta escola. A minha sala era a primeira da esquerda e agora funciona lá uma biblioteca.

A minha professora chamava-se D. Fernanda e era uma senhora muito sisuda a quem eu não me recordo de ter visto nunca um sorriso. Todos os dias vinha do Porto, num autocarro, e não conversava com ninguém. Dava muitas reguadas às alunas e, por vezes, a professora da sala ao lado tentava vir em nosso socorro, tal era a agressividade que sentia, mas a D. Fernanda ainda ficava mais irritada e não parava de distribuir porrada. Era, realmente, muito brava a senhora, mas toda a gente a respeitava muito - ou lhe tinha muito medo!...

Confesso, não fiquei com saudades da escola primária!

(a continuar, brevemente...)

A minha escola - 1

Praticamente desde que comecei este blog e lhe dei o nome que dei - escola revisitada - que pensei deixar aqui umas notazinhas sobre a minha escola.
Ao referir-me a esta minha escola refiro-me exactamente à minha escola, primeiro como aluna - a minha escola primária, a minha escola preparatória, o meu liceu, a universidade - e, depois, como professora, a minha escola secundária.
Resolvi, então, meter mãos à obra e começar por fazer aquilo que eu mais gosto - tirar fotografias. Assim, aproveitei o fim-de-semana e o percurso habitual destes dias e fotografei os edifícios das escolas onde estudei os 11 primeiros anos, da primária ao liceu, como se dizia na altura. As outras ficam para depois.
Agora, de seguida, vou tentar recordar a minha passagem por cada um desses espaços...

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Hoje na escola


Pelo menos sempre vou apreciando o trabalho dos outros... E que bem que esta gente trabalha:
Um Livro
Agenda de Actividades
Incrível como ainda há quem se aplique tanto!

sexta-feira, setembro 19, 2008

Anedota da escola real

Um míudo, numa aula de 7º ano, diz da professora da aula anterior:
- A professora disse que era popular.
Diz o outro:
- Popular, não; ela é titular, ou lá o que é...
(E a professorzeca ri!)

segunda-feira, setembro 15, 2008

Desejo politicamente incorrecto

... que alguns dos meus alunos mudem de escola, ou de curso ou outra coisa qualquer, mas que as turmas fiquem mais pequenas! 29 miúdos com cerca de 15 anos fechados numa sala dias inteiros a fio e sem folgas é um exagero - cansam-se eles e cansamo-nos nós. E é preciso que haja sucesso...

sexta-feira, setembro 12, 2008

Campanha eleitoral nas escolas

... e eu também participei e não me orgulho nada disso!

Quis estar mais uma vez com os meus alunos e gostei de ter estado. Não gostei nada foi de ter contribuído com a minha presença para o espectáculo, mas paciência. Vingo-me mais tarde, quando contribuir - espero! - para acabar com as maiorias no governo.

Além disso, a minha escola não esteve com "folclores" e a entrega dos diplomas foi simples e rápida. É que mesmo tendo faltado muita gente, a escola não tem nenhum espaço decente para receber muita gente e o auditório não aguenta mais do que cerca de 150 pessoas e, mesmo assim, todos muito juntinhos. Naturalmente, que o diálogo se proporciona, principalmente neste reencontro após as férias, e os paizinhos não estão habituados ao barulho e reclamam...

sexta-feira, maio 09, 2008

Dia da Europa

Comemorado nesta escola da Europa dos pobrezinhos!...
Por estas contas, a quanto teremos direito?
(Este painel feito pela Emília - com as bandeiras dos países pintadas a acrílico - está mesmo giro!)

sábado, abril 05, 2008

Vale a pena voltar a ouvir...

No blog A Educação do meu Umbigo, revi duas das participações mais interessantes no programa Pós e Contras: a de Isabel Fevereiro e a do Paulo Guinote, com montagem feita pelo Alhos Vedros ao Poder. Também lá estava um outro video com a participação de Fernanda Velez, de um outro programa, há uns tempos atrás, que deixou MLR à toa. Vale a pena rever!

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Semana da Cidadania

A nossa escola elegeu esta semana, de acordo com o Plano Anual de Actividades e em consonância com os objectivos do Projecto Educativo, como a Semana da Cidadania.
Desde o dia 10, 2ª feira, dia da comemoração da Declaração dos Direitos Humanos, até sábado, 15, têm acontecido uma série de actividades que, por muito boa vontade que tenhamos, não é possível acompanhar.
Tenho imensa pena da falta de oportunidade para acompanhar certas actividades que sei que tinham todas as condições para serem momentos excelentes - e sei que o foram - mas todas estas burocracias, as aulas de que não posso prescindir (12º ano com exame final e cursos profissionais que obrigam ao cumprimento de todas aquelas aulas que, provavelmente, se prolongarão até Julho), reuniões, grelhas, além das novidades excelentes que têm vindo aos poucos e que só devem estar à espera do Natal para se confirmarem como mais uma prenda dos nossos queridos governantes, deixam-me de tal forma cansada que acabam por me retirar o pouco ânimo que ainda me resta.
E eu penso: como é possível passar mais de vinte anos a fazer o que escolhi fazer, com prazer, com empenho, com alegria, com alunos que se mantêm amigos após uma série de anos e, de repente, perder o gosto pelo que sempre adorei fazer? Esforço-me imenso e ando cansada, mas o esforço, apesar de ser maior, resulta pior: não me sinto feliz na escola, não consigo arranjar tempo nem motivação para participar e fotografar o que se vai passando na escola, tenho a sensação que as actividades, apesar de, com frequência, serem muito interessantes, quase só envolvem os poucos que as dinamizam e, pior que tudo, sinto os alunos talvez ainda mais desanimados e interessados. Não estão confiantes no futuro, estão desorientados, têm horas de aulas a mais, falta-lhes uma folga e os professores ainda querem que eles estejam atentos, sossegados e entusiasmados com o que lhes querem ensinar - como se isso lhes valesse de alguma coisa! As minhas turmas, excepto uma que tem ambições em termos académicos e até trabalha, são de cursos profissionais e tecnológicos e sentem que as tais oportunidades de que tanto se fala são uma fachada - e muitos até estão na escola, porque nem que queiram trabalhar, não têm onde...
Mas já chega de lamentações! Vou preencher mais umas grelhitas de avaliação, pois amanhã (hoje!) é dia de estar na escola às 8.30h...

segunda-feira, setembro 10, 2007

De novo...

Hoje foi dia de, entre outras coisas, reunião geral de professores.
Ficámos a saber que a nossa escola - construída há cerca de 15 anos para 1000 alunos - tem, neste momento, quase 2000.
Do ano passado para este ano, aumentou o número de alunos, aumentou a sua carga horária, diminuiu o número de professores e manteve-se o de pessoal não docente.
A escola está completamente a abarrotar. Há sinais de alguma escola nova a abrir por estas bandas? Nada!
É mais fácil fechá-las, não é?....

domingo, julho 15, 2007

Dias sem aulas

Há cerca de um mês que estou sem aulas, mas ainda falta um pedacito para as férias começarem e este é o primeiro fim-de-semana em que me sinto razoavelmente aliviada do trabalho da escola.
Grande parte das pessoas julga que, não havendo aulas, os professores entraram em férias, mas não é nada disso! Depois de terminarem as aulas não falta trabalho: imensos exames, reuniões atrás de reuniões, burocracias sobre burocracias, tarefas e papelada que nunca mais acaba...
Mas desta vez calhou-me bem: não fui chamada para corrigir exames da 2ª fase e, neste fim-de-semana, até estou a estranhar - não tenho mesmo trabalho!
Vamos lá a ver se me disponho a colocar aqui as fotos dos últimos eventos da escola: apresentações de trabalhos da Área de Projecto, jantar de homenagem ao colega Mendo que se reformou (tão cedo, não se reformará mais ninguém...), teatro, ceia vegetariana, passeio escolar e mais umas coisitas...

sexta-feira, julho 06, 2007

Exames

Já saíram as notas dos exames e, desta vez, os alunos podem consultá-las na página da escola - isto é que é evoluir nas novas tecnologias!...
Tenho pena é da tristeza que muitos alunos sentirão ao verem que tanto esforço valeu tão pouco!...
Por outro lado, fico contente por aqueles que conseguiram bons resultados - e também são alguns!...

quarta-feira, junho 27, 2007

Entretanto...

As minhas aulas já acabaram há uns dias (11º e 12º anos).
Desde aí muita coisa já aconteceu e, por isso, o tempo para o blog tem escasseado: várias actividades, reuniões, duas direcções de turma e respectiva burocracia, dezenas de exames para corrigir, e uma cansaço imenso, um "suprimíssimo, íssimo, íssimo... cansaço", como diria Álvaro de Campos.
E uma sensação de vazio, de desânimo, de saturação...
E o pressentimento de que o pior ainda está para vir: o ambiente a degradar-se, a insegurança a agravar-se, a certeza de que tudo é incerto e que nós andamos por aqui à toa sem saber o que esperar de tudo isto...
Entretanto, para desanuviar um pouco, amanhã (ou melhor, hoje, daqui a umas horitas!), mais uma vez, vou participar no passeio escolar com centenas de alunos - falta é o entusiasmo de outros anos...

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