José António Gomes, autor de diversos livros para crianças e professor de Literatura na Escola Superior de Educação do Porto, não concorda com a atribuição do prémio. "Serão fiáveis os critérios com base nos quais são seleccionados os melhores? Duvido. E o que é 'ser o melhor'? É tão-só o que obtém melhores resultados no domínio cognitivo? Na avaliação contínua ou nos exames nacionais? O que é 'ser o melhor' na periferia socialmente deprimida de uma grande cidade? Ou no interior desertificado e pobre? Ou numa zona de classe média de uma grande cidade? Possuem todos as mesmas condições sociais, económicas e culturais para aceder a bons resultados? E, na definição dos melhores, em que medida são premiados o espírito crítico, o sentido da solidariedade, a aprendizagem de regras sociais, a capacidade de contribuir positivamente para um projecto colectivo?", questiona.
Pelos critérios do ME, houve empate na minha escola: 3 alunas com média de candidatura ao ensino superior de 194 pontos, para a 1ª e 2ª fases. Procura-se desempatar: Matemática - todas têm 20 valores. Mais uma vez se procura o desempate e aí resolve-se a questão - a classificação a Português vai permitir seleccionar a melhor. A menos favorecida socialmente só tem 17 a Português!
E é esta a autonomia das escolas: nem sequer podem decidir dividir a prémio!
Parece que é hoje o dia do diploma. Não tarda lá estarei.
ResponderEliminarParabéns à menina do prémio e principalmente a todos os que se esforçaram para obter os melhores resultados possíveis!
Beijinhos
Passei de mansinho para desejar BOM REGRESSO e UM BOM ANO!
ResponderEliminarAbraço
Tudo isto é triste e dizes muito bem - a aluna socialmente mais desprotegida aguentou-se um pouco menos bem no português - e lá se foi o prémio.
ResponderEliminarUrticária.
Para entrarmos melhor no fim-de-semana
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=eoaTl7IcFs8